A Arte de Lidar com Pessoas, de Jamil Albuquerque: resumo
- Livro
- A Arte de Lidar com Pessoas: Como desenvolver uma personalidade agradável e influenciar melhor
- Autor
- Jamil Albuquerque
- Editora
- Citadel
- Pra quem
- Quem lidera, vende ou atende gente
A Arte de Lidar com Pessoas é o livro do brasileiro Jamil Albuquerque sobre inteligência interpessoal. A tese: relacionamento é a habilidade que mais separa quem tem resultado de quem tem desculpa, e ela se aprende com princípios simples aplicados todos os dias. Aqui estão o resumo das 3 partes, com todos os tópicos do sumário, as 7 lições, as críticas e pra quem o livro serve.
Quem é Jamil Albuquerque
Jamil Albuquerque é um economista e escritor brasileiro, nascido em Monte Carlo, Santa Catarina. É especialista em marketing, foi professor convidado da Universidade da Califórnia, membro do conselho de administração da Embelleze e secretário de governo de Ribeirão Preto (SP). É mais conhecido como o licenciado da Fundação Napoleon Hill no Brasil: preside o MasterMind na América do Sul e nos países de língua portuguesa e é conselheiro mundial da fundação.
Além de A Arte de Lidar com Pessoas, escreveu A Lei do Triunfo para o Século XXI, uma leitura atualizada da obra do Hill. A Arte de Lidar com Pessoas saiu primeiro pela Editora Academia, do grupo Planeta, e hoje é publicado pela Citadel, com 144 páginas. A capa da edição atual anuncia a 28ª edição e mais de 220 mil exemplares vendidos, com introdução de Don Green, CEO da Fundação Napoleon Hill.
A ideia central
A tese do Jamil é que relacionamento é a habilidade que mais separa as pessoas bem-sucedidas das medianas, e que ela não depende de temperamento: se aprende com princípios simples aplicados com constância. O livro nasce de uma das 17 leis do triunfo do Napoleon Hill, a personalidade agradável, como o próprio Don Green explica no prefácio.
A segunda ideia é a diferença entre "saber que" e "saber como". O autor admite logo no começo que o leitor vai pensar "isso eu já sabia" em várias passagens. O ponto dele é que saber o princípio é fácil; o difícil é aplicá-lo no dia ruim, com a pessoa difícil. Por isso ele pede que o livro seja lido com lápis na mão e relido até virar comportamento automático.
Resumo capítulo por capítulo
O livro não tem capítulos numerados. Depois do prefácio e de uma abertura, ele se divide em três partes, cada uma formada por tópicos curtos de uma a três páginas, quase todos no formato de um conselho direto. Por isso organizei o resumo por parte, mantendo todos os tópicos com os títulos exatos do sumário da edição da Citadel. A amostra oficial cobre o prefácio e a abertura; dos tópicos das três partes, comento a partir do título e do que o autor anuncia na abertura.
Prefácio
Escrito por Don Green, CEO da Fundação Napoleon Hill. Ele conta que conhece o Jamil há décadas, que o autor montou uma escola de liderança pra ensinar a filosofia do Hill e que o livro aprofunda uma das 17 leis do triunfo, a personalidade agradável. É um prefácio de apresentação, curto, que situa o livro dentro da tradição do Hill.
Abertura: por que aprender a lidar com pessoas
A abertura tem dez tópicos: Viver é melhor que sonhar; Uma educação informal para os negócios e a vida; Emoções e negócios; Inícios difíceis moldam pessoas fortes; A proposta; Eu acredito em método; A lenda do pulo do gato; Por que estou dizendo tudo isso agora?; O que é inteligência?; A inteligência e seus tipos; e Inteligência interpessoal.
O autor abre dizendo que o êxito nos relacionamentos virou um dos grandes desafios da vida moderna e da vida corporativa, e que a tecnologia, ao criar urgência e tensão, aumentou o potencial de conflito entre as pessoas. Daí a frase que resume a abertura: na vida profissional, ou temos resultados, ou temos desculpas. Os últimos tópicos apresentam a inteligência interpessoal como uma das formas de inteligência, e a que o livro pretende treinar.
Parte I · Como fazer as pessoas gostarem mais de você
A primeira parte trata da base: ser uma pessoa com quem os outros querem estar. Os tópicos são:
- Campos de diamantes: a oportunidade costuma estar perto, nas pessoas com quem você já convive.
- Cidadãos do mundo: relacionamento como habilidade universal, em qualquer cultura.
- Tenha uma personalidade agradável: o princípio do Hill que dá origem ao livro.
- Pare de ser ranzinza: o mau humor como custo invisível nas relações.
- Negócios: o mesmo princípio aplicado ao ambiente profissional.
- Pare de tentar modelar os outros: aceitar as pessoas como são.
- Controle a crítica: criticar menos e com mais cuidado.
- Tenha um sorriso no rosto: o básico que muita gente esquece.
- Seja cordial com as pessoas: gentileza como hábito, não como exceção.
- Preste atenção nos detalhes: o que você lembra do outro diz o quanto ele importa.
- Fale do que interessa à outra pessoa e ouça atentamente: a conversa gira em torno dela.
- Faça algo diferente, que agregue valor: sair do previsível pra ser lembrado.
- Dê valor à outra pessoa e faça isso com sinceridade: reconhecimento verdadeiro, não bajulação.
- Resumo da primeira parte.
Quem leu Dale Carnegie vai reconhecer a espinha dorsal: não criticar, sorrir, falar do interesse do outro, fazer o outro se sentir importante. A diferença é o tom brasileiro e a ligação com a filosofia do Hill.
Parte II · Como influenciar pessoas
A segunda parte é a mais longa e a mais útil pra quem vende. O foco sai da simpatia e vai pra condução: como fazer o outro aceitar uma ideia sem briga. Os tópicos são:
- O como? e O poder na arte de influenciar: a passagem do princípio pra técnica.
- Seja diplomático e Comece de maneira amigável: o tom da abertura define a conversa.
- Saiba fazer perguntas e Técnicas para perguntas: perguntar em vez de afirmar.
- Seja simpático às ideias da outra pessoa e Entenda e respeite a opinião dos outros: concordar com o que for possível antes de propor.
- Conexão humana dos princípios.
- Tenha comando com habilidade, Comunicação, Poder e autoridade e Perceber a situação: liderar sem impor.
- Surpreenda a outra pessoa elogiando-a e Tenha instinto de valorização: o elogio como ferramenta de influência.
- Venda de forma dramatizada suas ideias: apresentar com imagem e emoção, não só com lógica.
- Saiba lançar desafios com habilidade: usar o desejo de superação do outro.
- Se for preciso, recue e Seja tolerante: saber perder a batalha pra ganhar a relação.
- Um bom exemplo.
- Lembre-se: bronca é ferramenta de despreparado.
- Resumo da segunda parte.
Os tópicos sobre perguntas conversam com a lógica da resenha de SPIN Selling: quem pergunta conduz. E o tópico sobre dramatizar ideias é a versão curta do que livros de storytelling desenvolvem em centenas de páginas.
Parte III · Como lidar com pessoas difíceis e administrar conflitos
A terceira parte é voltada pra liderança e pra correção de comportamento. Os tópicos são:
- Liderança de alto desempenho: o contexto da parte, o líder que precisa corrigir sem desmotivar.
- Focalize primeiro algo de bom na pessoa: começar pelo que funciona.
- Evite discussões e problemas desnecessários: discussão ganha raramente convence.
- Faça perguntas que conduzam para a solução: deixar a pessoa chegar à resposta.
- Evite apontar erros de forma ríspida.
- Permita que a outra pessoa tente novamente: o erro como parte do aprendizado.
- Estimule, quando houver progresso: reforçar cada avanço.
- Admita que você também erra: a autoridade que vem da humildade.
- Lembre-se dos três "R".
- Dê uma boa reputação para a pessoa zelar: expectativa alta como motivação.
- Seja educado e firme ao comandar o processo.
Pra gestor comercial, é a parte mais aplicável no dia a dia: feedback, correção e cobrança sem destruir a relação com o time.
Conclusão e Bibliografia
O livro fecha com uma conclusão que retoma a ideia da abertura, de que o conhecimento só vale quando vira ação, e com a bibliografia usada pelo autor.
As 7 principais lições
- Relacionamento é resultado. Na vida profissional, ou temos resultados, ou temos desculpas, e boa parte dos resultados passa por pessoas.
- Saber que não é saber como. O princípio simples só vale quando aplicado no momento difícil.
- Personalidade agradável se constrói. Sorriso, cordialidade e atenção aos detalhes são hábitos, não dons.
- Fale do que interessa ao outro. A conversa boa gira em torno da outra pessoa.
- Pergunte antes de afirmar. Quem faz boas perguntas conduz sem impor.
- Bronca é ferramenta de despreparado. Corrigir começa pelo que a pessoa faz bem.
- Recuar também é técnica. Às vezes perder a discussão é o que salva a relação.
Críticas e limitações do livro
A crítica mais óbvia é de originalidade. Boa parte dos tópicos é muito próxima dos princípios de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie: não criticar, sorrir, falar do interesse do outro, começar de maneira amigável, dramatizar ideias, lançar desafios, dar ao outro uma boa reputação para zelar. O próprio autor reconhece, na abertura, que o material não é novo. Quem já leu Carnegie vai ter a sensação de reler, com outra roupa.
A segunda é de profundidade. São cerca de 45 tópicos em pouco mais de 140 páginas, então cada um é curto e mais exortação do que método. O livro diz o que fazer, mas raramente mostra como fazer numa situação concreta, com diálogo, erro comum e ajuste. Também não traz pesquisa que sustente os conselhos; a base é a experiência do autor e a tradição do Hill.
A terceira é de estilo. O texto é simples e agradável, o que é mérito, mas às vezes escorrega pro tom de palestra motivacional. O vínculo com o MasterMind e a Fundação Napoleon Hill, que o autor representa no Brasil, aparece com frequência, e o leitor que procura um livro neutro pode estranhar.
Pra quem é e pra quem não é
Pra quem é: quem nunca leu nada sobre relações humanas e quer um livro curto, em português do Brasil, com exemplos próximos da nossa realidade. Serve bem pra líder novo, vendedor em início de carreira, atendimento e qualquer pessoa que lida com gente o dia inteiro. Também é um bom presente pra quem não teria paciência pro Carnegie.
Pra quem não é: quem já leu Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas e quer ir além. Nesse caso, o ganho é pequeno. Também não é pra quem busca base científica ou um método estruturado de influência.
Vale a pena ler?
Vale, principalmente como porta de entrada. É curto, direto, fácil de ler numa tarde e de reler aos poucos. A Parte II, sobre influência, e a Parte III, sobre conflitos, são as que mais rendem pra quem trabalha com vendas e liderança.
Se você já leu o Carnegie, eu pularia este e iria pra algo mais técnico. Se não leu, este livro cobre boa parte do essencial em menos da metade das páginas, com linguagem mais próxima do leitor brasileiro.
Minha nota: 4 de 5 pra quem lidera, vende ou atende gente e quer um primeiro livro sobre relacionamento.
A Arte de Lidar com Pessoas, edição Citadel
Quem lidera, vende ou atende gente: este é o livro.
Comprar o livroLink de parceiro: eu ganho uma comissão e você paga o mesmo.Perguntas frequentes
Quais são as partes de A Arte de Lidar com Pessoas?
O livro tem prefácio de Don Green, uma abertura sobre inteligência interpessoal e três partes: Como fazer as pessoas gostarem mais de você, Como influenciar pessoas e Como lidar com pessoas difíceis e administrar conflitos. Fecha com conclusão e bibliografia. Não há capítulos numerados; cada parte é formada por tópicos curtos.
Qual o resumo de A Arte de Lidar com Pessoas?
Jamil Albuquerque defende que a habilidade de se relacionar é o que mais diferencia as pessoas bem-sucedidas, e que ela pode ser aprendida. O livro reúne princípios práticos pra ser mais agradável, influenciar sem impor e administrar conflitos, inspirado na lei da personalidade agradável de Napoleon Hill.
Quem é Jamil Albuquerque?
Jamil Albuquerque é um economista e escritor brasileiro, nascido em Santa Catarina, presidente do MasterMind na América do Sul e conselheiro mundial da Fundação Napoleon Hill. É autor de A Arte de Lidar com Pessoas e A Lei do Triunfo para o Século XXI.
A Arte de Lidar com Pessoas tem em PDF para download?
A versão legal é o livro físico ou o e-book vendido nas lojas oficiais. O PDF gratuito para download costuma ser cópia sem autorização da editora. A Amazon oferece uma amostra oficial com o sumário e o prefácio.
A Arte de Lidar com Pessoas vale a pena?
Vale pra quem quer um primeiro livro curto sobre relacionamento e influência, em linguagem brasileira. Quem já leu Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas vai encontrar muitas ideias repetidas.
A Arte de Lidar com Pessoas é parecido com o livro de Dale Carnegie?
Sim. Muitos tópicos seguem de perto os princípios de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, como evitar críticas, falar do interesse do outro e começar de maneira amigável. A diferença é o tom brasileiro e a ligação com a filosofia de Napoleon Hill.
A Arte de Lidar com Pessoas é o mesmo livro que A Arte de Lidar com Pessoas Difíceis?
Não. O livro de Jamil Albuquerque é brasileiro e trata de relacionamento em geral, com uma parte dedicada a pessoas difíceis. Há outros livros com títulos parecidos, como A Fina Arte de Lidar com Pessoas, que são obras diferentes.
Fontes
Ver as 4 fontes
- Albuquerque, Jamil. A Arte de Lidar com Pessoas: Como desenvolver uma personalidade agradável e influenciar melhor. Citadel, 2021. Página do livro na Citadel
- Edição anterior pela Editora Planeta: Google Livros
- Sumário, prefácio e abertura: amostra oficial do e-book na Amazon
- Site do livro: artedelidarcompessoas.com.br