Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender: resumo do livro
- Livro
- Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender
- Autor
- Frank Bettger
- Editora
- Ibrasa
- Pra quem
- Vendedor em início de carreira
Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender é o clássico em que Frank Bettger conta como saiu de vendedor fracassado de seguros a um dos melhores da empresa. A tese: venda é hábito, entusiasmo e interesse genuíno pelo cliente, treinados um de cada vez. Aqui está o resumo dos 35 capítulos, as 7 lições principais, as limitações e pra quem o livro ainda serve.
Quem é Frank Bettger
Frank Bettger (1888 a 1981) foi um jogador de beisebol que virou vendedor de seguros. Jogou na liga principal pelo St. Louis Cardinals e parou depois de machucar o braço. Sem profissão, foi vender seguro de vida na Filadélfia e passou os primeiros meses fracassando.
A virada fez dele um dos vendedores mais bem pagos dos Estados Unidos. Dale Carnegie o incentivou a escrever e assinou o prefácio. O livro, How I Raised Myself from Failure to Success in Selling, saiu em 1949 pela Prentice-Hall. No Brasil, a edição clássica é da Ibrasa, que já passou da 29ª edição.
A ideia central
A tese do Bettger é que vender bem é uma soma de hábitos simples, praticados com disciplina, e não um talento de nascença. Ele não era carismático nem tinha lábia. O que mudou foi o método: registrar o que fazia, achar os erros e corrigir um comportamento de cada vez.
A segunda ideia é que o cliente compra de quem se interessa de verdade por ele. Descobrir o que a pessoa quer e ajudá-la a conseguir é, pro Bettger, o segredo mais importante da venda. Cada capítulo é um episódio da vida dele e uma regra.
Resumo capítulo por capítulo
São 35 capítulos em 6 partes. Os títulos dos capítulos seguem a edição original, em tradução livre.
Parte I · Estas ideias me tiraram do fracasso
Capítulo 1 · Como uma ideia multiplicou minha renda e minha felicidade
Em 1907, o Bettger foi dispensado de um time das ligas menores. O técnico disse que ele jogava com preguiça; na verdade, era medo disfarçado. Pouco depois, num time novo, ele decidiu ser o jogador mais entusiasmado da liga, mesmo que fosse encenação, e a carreira decolou. Anos depois, quase desistindo das vendas, repetiu a decisão. A regra: pra ficar entusiasmado, aja com entusiasmo.
Capítulo 2 · Esta ideia me trouxe de volta às vendas depois que eu tinha desistido
Depois de dez meses sem vender, ele pediu demissão. Voltou ao escritório pra buscar suas coisas e ouviu o presidente dizer que vender se resume a ver pessoas: quem conta sua história a quatro ou cinco por dia não tem como fracassar. Voltou e passou a anotar cada visita. Os registros mostraram que 70% das vendas fechavam na primeira conversa.
Capítulo 3 · Uma coisa que fiz e me ajudou a destruir o maior inimigo que já enfrentei
O inimigo era o medo. Convidado a dar uma palestra, o Bettger procurou ajuda e caiu numa turma de oratória conduzida por um instrutor chamado Dale Carnegie. Falou na mesma noite, tremendo, e seguiu no curso. A lição que ele tira: quem perde o medo de falar pra uma plateia perde também o medo de falar com gente importante numa visita.
Capítulo 4 · O único jeito que encontrei de me organizar
Com meta de 2.000 visitas no ano, ele vivia atrasado. A solução foi reservar a manhã de sábado como "dia de auto-organização": horas pra revisar registros, estudar cada cliente e montar a agenda da semana. Na segunda, saía com confiança em vez de se arrastar. O argumento é que a falta de tempo se resolve planejando as horas, não trabalhando mais horas.
Parte II · A fórmula para o sucesso nas vendas
Capítulo 5 · Como aprendi o segredo mais importante da arte de vender
Numa visita a um atacadista de Filadélfia, o Bettger ouviu um "não" seco. Em vez de insistir, perguntou sobre a vida do cliente e descobriu que ele sustentava três missionários no exterior. Apresentou o seguro como garantia de que esse trabalho continuaria, e o cliente comprou. O segredo: descobrir o que o outro quer e ajudá-lo a achar o melhor jeito de conseguir.
Capítulo 6 · Acertando na mosca
Numa convenção em Boston, um vendedor veterano mostrou ao Bettger qual era o alvo que ele vinha errando: o interesse de quem decide, e não o do vendedor. O capítulo traz exemplos de pedidos que funcionaram porque falavam da necessidade do outro, e recomenda frequentar convenções. O fecho cita o Carnegie: o único jeito de levar alguém a agir é fazer a pessoa querer agir.
Capítulo 7 · Uma venda de 250 mil dólares em 15 minutos
O Bettger assistiu a um vendedor, J. Elliott Hall, responder objeções só com perguntas até o cliente chegar à própria conclusão. Dias depois, usou a técnica com um industrial de Nova York que precisava de um seguro de 250 mil dólares como parte de um crédito. Os concorrentes disputavam preço. Ele perguntou, mostrou o risco de esperar e fechou em 15 minutos.
Capítulo 8 · Análise dos princípios básicos usados nessa venda
O capítulo desmonta a venda anterior em regras que valem pra qualquer produto: marcar hora, se preparar como quem vai falar pra uma plateia, achar o ponto principal sem se perder em detalhes, levar anotações com palavras-chave e fazer perguntas. O Bettger conta que preparou 14 perguntas e usou 11. Cada visita, diz ele, deve ser tratada como um evento.
Capítulo 9 · Como fazer perguntas aumentou a eficácia das minhas entrevistas de venda
Voltando daquela venda, o Bettger percebeu que, se tivesse dito as mesmas coisas como afirmações, teria sido posto pra fora em três minutos. A pergunta deixa o cliente no lugar de quem compra, e não de quem é empurrado. Cada objeção volta como nova pergunta. No fim, a decisão parece ideia do próprio cliente. A regra: pergunte em vez de atacar.
Capítulo 10 · Como aprendi a encontrar o motivo mais importante para alguém comprar
Aqui entra o ponto-chave. O Bettger conta a história de um homem que aguentava socos na barriga até alguém acertar o queixo dele: é preciso achar o ponto mais vulnerável e concentrar tudo ali. O cliente nem sempre sabe qual é a necessidade vital. O industrial de Nova York achava que a questão era preço; as perguntas o levaram ao risco real.
Capítulo 11 · A palavra mais importante que encontrei nas vendas tem só três letras
A palavra, no original, é "why", o nosso "por quê?". Um cliente conta ao Bettger como comprou seu primeiro seguro: disse que não acreditava em seguro, e o Bettger, em vez de discutir, perguntou por quê. Quanto mais explicava, mais o cliente percebia que estava do lado errado do argumento, e se convenceu sozinho. Trocar a discussão pela pergunta é a lição.
Capítulo 12 · Como encontro a objeção escondida
O capítulo parte de uma frase atribuída a J. P. Morgan: uma pessoa costuma ter dois motivos pra fazer algo, um que soa bem e o verdadeiro. Pra chegar ao verdadeiro, o Bettger usa duas perguntas: "por quê?" e "além disso...?". O exemplo é uma fábrica que recusou o seguro alegando prejuízo, até as perguntas revelarem o motivo real, que era outro.
Capítulo 13 · A arte esquecida que é mágica nas vendas
A arte esquecida é ouvir. De volta de uma turnê de palestras com o Carnegie, o Bettger visitou um cliente e, em vez de contar a viagem, perguntou da vida dele e ouviu. O capítulo defende que atenção sincera é algo que as pessoas raramente recebem, e por isso tem tanto efeito. Ouvir, aqui, é parte da fórmula de vendas.
Parte III · Seis maneiras de conquistar e manter a confiança dos outros
Capítulo 14 · A maior lição que já aprendi sobre criar confiança
No começo, o Bettger acompanhou o veterano Karl Collings numa venda. A apólice saiu com uma restrição por causa da saúde do cliente, e o Bettger quis esconder: o cliente não ia perceber. O Collings respondeu que ele mesmo ia saber, contou a verdade e manteve a venda. A regra é merecer confiança, e o teste é se você acredita no que diz.
Capítulo 15 · Uma lição valiosa sobre criar confiança que aprendi com um grande médico
Com a garganta infeccionada em Dallas, às vésperas de uma semana de palestras, o Bettger foi curado por um especialista de 66 anos que passava as férias estudando pra se atualizar. A lição vai direto pro vendedor: pra ter confiança em si e ganhar a dos outros, conheça o seu negócio e continue estudando mesmo depois de achar que já conhece.
Capítulo 16 · O jeito mais rápido que já descobri de ganhar confiança
O jeito é elogiar os concorrentes. Numa visita, o Bettger perguntou em quais seguradoras o cliente já tinha apólices e disse que ele tinha escolhido as melhores. Contou fatos sobre elas, e o cliente ficou orgulhoso da própria escolha. Em vez de perder espaço, ganhou credibilidade. A regra vem de Franklin: não falar mal de ninguém e dizer todo o bem que se sabe.
Capítulo 17 · Como ser posto para fora!
Num negócio disputado, o Bettger perdeu pra um corretor que prometia custo menor. Pediu pra ver a proposta e ligou, na frente do cliente, pra seguradora do concorrente: as projeções de dividendos não podiam ser garantidas. Ficou com o negócio. Depois confessa que já perdera uma venda assim, do lado errado, por exagerar. A regra: diga menos do que entrega. Nunca exagere.
Capítulo 18 · Descobri este jeito infalível de ganhar a confiança de alguém
A ideia vem do tribunal: o advogado é parcial, então chama testemunhas. O Bettger guardava cópias de recibos assinados por clientes e, perto do fechamento, ligava do telefone do cliente pra um deles, de preferência alguém conhecido, pagando a ligação na hora. Um cliente satisfeito falando por ele valia mais que qualquer argumento. É prova social antes de o nome existir.
Capítulo 19 · Como ter a melhor aparência
Um colega mais velho disse ao Bettger, sem rodeio, que ele se vestia de um jeito ridículo: cabelo comprido demais, gravata mal feita, cores que não combinavam. O conselho foi procurar um bom alfaiate, admitir que tinha pouco dinheiro e pedir que ele o ensinasse a se vestir. A regra do capítulo é se colocar nas mãos de um especialista.
Parte IV · Como fazer as pessoas quererem fazer negócio com você
Capítulo 20 · Uma ideia que aprendi com Lincoln me ajudou a fazer amigos
A ideia é de Abraham Lincoln: pra ganhar alguém pra sua causa, primeiro convença a pessoa de que você é amigo sincero dela. O Bettger saiu de uma visita sem vender nada a um jovem advogado, mas elogiou com sinceridade um discurso que tinha visto ele fazer, e as portas se abriram dali em diante. É relacionamento construído antes de qualquer pedido.
Capítulo 21 · Passei a ser mais bem recebido em todo lugar quando fiz isto
O "isto" é sorrir. O Bettger conta uma infância de pobreza e perdas na família, que o deixou com uma cara fechada que afastava clientes. Percebeu que a expressão preocupada trazia resultado quase garantido: porta fechada. Passou a treinar um sorriso verdadeiro, de dentro pra fora, até virar hábito. Quem leu a resenha de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas reconhece o princípio.
Capítulo 22 · Como aprendi a lembrar nomes e rostos
O capítulo ensina um método em três passos. Impressão: prestar atenção de verdade no nome e no rosto, esquecendo de si mesmo. Repetição: repetir o nome na apresentação e usá-lo na conversa, perguntando a pronúncia se for difícil. Associação: ligar o nome a uma imagem, de preferência com a profissão da pessoa. É o capítulo mais técnico da parte e o mais fácil de aplicar.
Capítulo 23 · O maior motivo pelo qual vendedores perdem negócios
O motivo é falar demais, resposta que venceu de três a um numa votação entre compradores citada pelo Bettger. O exemplo central é Lincoln num processo sobre uma ponte no Mississippi: o adversário falou duas horas, Lincoln falou um minuto, foi direto ao ponto e ganhou. A regra é ser breve. O vendedor nunca sabe demais, mas pode falar demais.
Capítulo 24 · Esta entrevista me ensinou a vencer o medo de abordar gente importante
Na primeira visita a um grande empresário de Filadélfia, o Bettger travou de nervoso e admitiu que estava com medo. O empresário relaxou, disse que já tinha sentido o mesmo e o ajudou com perguntas. Não houve venda, mas ficou a regra: se estiver com medo, admita. É um elogio ao outro, que tende a ajudar quem traz uma ideia útil.
Parte V · Etapas da venda
Capítulo 25 · A venda antes da venda
Num navio atracando em Miami, o Bettger viu a tripulação jogar primeiro uma corda fina, que depois puxava o cabo grosso de amarração. Ninguém joga o cabo grosso direto. A abordagem funciona igual: o objetivo do primeiro contato é vender a entrevista, não o produto. O vendedor só precisa conquistar alguns minutos de atenção pra depois apresentar o que vende.
Capítulo 26 · O segredo de marcar visitas
Começa com o barbeiro do Bettger, que estava quebrado e se recuperou ao trabalhar com hora marcada. Nas vendas, visita marcada é recebida com mais atenção. O segredo é parar de buscar o home run e só chegar à primeira base: pedir cinco minutos e cumprir, deixar recado pro cliente ligar de volta. Primeiro vende a visita, depois o produto.
Capítulo 27 · Como aprendi a ser mais esperto que secretárias e telefonistas
O título promete truque e o capítulo entrega o contrário. O Bettger conta de um vendedor que entrou numa fábrica dizendo que o assunto era pessoal e foi expulso ao revelar que vendia seguro. O conselho é nunca enganar quem filtra o acesso ao decisor: seja honesto, explique o motivo da visita, trate secretárias e telefonistas com respeito e as torne aliadas.
Capítulo 28 · Uma ideia que me ajudou a chegar às "ligas principais"
A ideia vem do beisebol: um rebatedor mediano que virou um dos maiores treinando centenas de rebatidas toda manhã. O Bettger aplica isso à apresentação. Escreva sua fala palavra por palavra, melhore, leia e releia até saber, sem decorar. Teste com a esposa, o gerente, outro vendedor. Os fundamentos precisam ficar tão firmes que virem parte de você, como o swing do rebatedor.
Capítulo 29 · Como deixar o cliente ajudar você a fazer a venda
Uma demonstração vale mais que mil palavras. O Bettger dá exemplos, como o vendedor que dobrou uma barra de aço diante de uma diretoria de escola pra mostrar o limite que a vista das crianças aguenta em sala mal iluminada. Melhor do que demonstrar é pôr o cliente em ação, como pedir que ele mesmo anote os números da proposta.
Capítulo 30 · Como encontro novos clientes e transformo os antigos em divulgadores entusiasmados
O Bettger conta que comprou cerca de 33 carros de 33 vendedores diferentes, e nenhum voltou a procurá-lo. O capítulo é sobre pós-venda e indicação: nunca esqueça um cliente e nunca deixe o cliente esquecer você. Clientes novos são a melhor fonte de negócios novos. Indicação se procura enquanto está quente, e quem indicou deve saber o resultado, bom ou ruim.
Capítulo 31 · Sete regras que uso para fechar a venda
Os registros mostraram que ele gastava metade do tempo em visitas que rendiam 7% das vendas. Cortou o que passava da segunda visita. As sete regras: guardar argumentos pro fechamento, resumir ou deixar o cliente resumir, perguntar o que ele achou, acolher objeções, usar "por quê?" e "além disso?", pedir a assinatura e pedir o pagamento junto com o pedido.
Capítulo 32 · Uma técnica de fechamento surpreendente que aprendi com um mestre vendedor
A técnica veio de Ernest Wilkes, um agente pobre que depois chegou a vice-presidente da Metropolitan Life. Na visita de decisão, o vendedor leva o contrato preenchido, com um X onde o cliente assina, coloca na frente dele, pergunta se está certo e fica em silêncio. O Bettger admite que achou artificial, mas diz que funcionou. É o trecho mais datado do livro.
Parte VI · Não tenha medo de fracassar
Capítulo 33 · Não tenha medo de fracassar!
O capítulo usa o beisebol pra falar de tentativa. Babe Ruth é eliminado duas vezes seguidas e depois decide o jogo. Ty Cobb tentou roubar bases muito mais vezes que seu maior rival, errou mais e roubou muito mais. O argumento é que o volume de tentativas pesa mais que a taxa de acerto. Quem vende precisa aceitar muitos "nãos".
Capítulo 34 · O segredo do sucesso de Benjamin Franklin e o que ele fez por mim
O Bettger diz que este capítulo talvez devesse abrir o livro, porque foi o trilho dele. Franklin praticava uma de 13 virtudes por semana. O Bettger adaptou a lista pra vendas: entusiasmo, organização, interesse do outro, perguntas, ponto-chave, escuta, sinceridade, conhecimento do negócio, elogio, sorriso, nomes e rostos, prospecção e fechamento. Uma por semana, 13 semanas por ciclo, girando a lista o ano todo.
Capítulo 35 · Vamos ter uma conversa franca, eu e você
O fecho é um recado direto ao leitor. O Bettger, aos 61 anos, lembra que o tempo passa rápido e lista três caminhos depois da leitura: não fazer nada, tentar aplicar tudo de uma vez ou seguir o conselho de Franklin. Ele prevê fracasso pra quem tentar tudo junto. A recomendação final é uma ideia de cada vez, até virar hábito.
As 7 principais lições
- Aja com entusiasmo antes de senti-lo. O comportamento puxa a emoção, não o contrário.
- Anote tudo. Registro de visitas mostra onde o tempo está sendo desperdiçado.
- Descubra o ponto-chave. Todo cliente tem um motivo principal pra comprar; ache-o antes de argumentar.
- Pergunte "por quê?". A pergunta simples leva ao motivo real por trás da primeira resposta.
- Ajude o cliente a conseguir o que ele quer. Esse é, pro Bettger, o segredo mais importante da venda.
- Confiança vem da verdade. Admitir limites do produto e elogiar o concorrente aumenta a credibilidade.
- Treine um princípio por vez. O método Franklin transforma teoria em hábito semana a semana.
Críticas e limitações do livro
O primeiro limite é de evidência. Tudo vem da experiência de um único vendedor, contada por ele mesmo. Os números de visitas e conversões são dele, sem comparação com outros. As histórias ilustram o método, mas não provam que ele funciona pra todo mundo.
O segundo é o contexto: venda de seguro de vida, pessoa a pessoa, nos Estados Unidos da primeira metade do século 20. Não existe comitê de compra, ciclo longo, CRM ou cliente que pesquisa antes da conversa. Os princípios atravessam o tempo, mas quem vende B2B complexo precisa traduzir quase tudo.
O terceiro é o tom de algumas técnicas. O fechamento do capítulo 32 beira a pressão e hoje pode soar manipulador; o próprio autor diz que não sabe explicar por que funciona. E há exageros de época, como tratar o entusiasmo como resposta pra quase tudo.
Pra quem é e pra quem não é
Pra quem é: vendedor em início de carreira, SDR descobrindo o próprio estilo e quem vende sozinho, como corretor, representante ou autônomo. Também serve pra gestor que quer um livro simples pra dar ao time novo.
Pra quem não é: quem procura método de venda complexa B2B, com comitê de compra, pipeline e ciclo longo.
Vale a pena ler?
Vale muito. É o livro de vendas mais honesto que eu conheço: um vendedor comum contando os próprios erros e como corrigiu cada um. Envelheceu nos exemplos, não nos princípios. As partes II e III são as mais fortes; a de fechamento, a mais fraca. Depois dele, a resenha de SPIN Selling mostra como a mesma lógica de perguntas foi estudada décadas depois.
Minha nota: 5 de 5 pra quem está começando em vendas ou quer voltar ao básico.
Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender, edição Ibrasa
Vendedor em início de carreira: este é o livro.
Comprar o livroLink de parceiro: eu ganho uma comissão e você paga o mesmo.Perguntas frequentes
Quais são os capítulos de Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender?
São 35 capítulos em 6 partes: as ideias que tiraram o autor do fracasso (1 a 4), a fórmula para o sucesso nas vendas (5 a 13), seis maneiras de conquistar confiança (14 a 19), como fazer as pessoas quererem fazer negócio com você (20 a 24), as etapas da venda (25 a 32) e não ter medo de fracassar (33 a 35).
Qual o resumo de Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender?
Frank Bettger conta como saiu do fracasso como vendedor de seguros para o topo mudando hábitos: agir com entusiasmo, registrar visitas, perguntar, ouvir, conquistar confiança e descobrir o que o cliente quer pra ajudá-lo a conseguir.
Quem é Frank Bettger?
Frank Bettger (1888 a 1981) foi um jogador de beisebol americano que, depois de uma lesão, virou vendedor de seguros e um dos mais bem pagos do país. Escreveu o livro incentivado por Dale Carnegie.
Qual a relação entre Frank Bettger e Dale Carnegie?
Bettger fez o curso de oratória de Carnegie quando era vendedor iniciante. Anos depois, Carnegie o incentivou a escrever o livro, assinou o prefácio e os dois deram palestras juntos.
Qual a diferença entre Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender e Do Fracasso ao Sucesso em Vendas?
São duas traduções brasileiras do mesmo livro. A edição clássica é da Ibrasa; a Manole lançou outra com o título Do Fracasso ao Sucesso em Vendas.
Frank Bettger vendia o quê?
Seguro de vida. Os exemplos do livro vêm quase todos das visitas de venda de seguros que ele fez na Filadélfia.
Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender tem em PDF para download?
A versão legal é o livro físico ou a edição digital das lojas oficiais. O PDF gratuito costuma ser cópia sem autorização da editora.
Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender vale a pena?
Vale, principalmente pra quem está começando em vendas. Os exemplos são antigos, mas os princípios de pergunta, escuta, entusiasmo e disciplina continuam atuais.
Fontes
Ver as 5 fontes
- Bettger, Frank. How I Raised Myself from Failure to Success in Selling. Englewood Cliffs: Prentice-Hall, 1949 (edição original).
- Sumário da edição original, conferido no scan da impressão de 1958: Internet Archive
- Bettger, Frank. Do Fracasso ao Sucesso na Arte de Vender. São Paulo: Ibrasa. Página do livro na Ibrasa
- Tradução da Manole: Do Fracasso ao Sucesso em Vendas
- Frank Bettger, biografia: Wikipedia