Como Conquistar as Pessoas, de Allan e Barbara Pease: resumo
- Livro
- Como Conquistar as Pessoas: dicas para você ampliar suas relações e criar laços mais gratificantes
- Autor
- Allan e Barbara Pease
- Editora
- Sextante
- Pra quem
- Quem quer causar boa primeira impressão
Como Conquistar as Pessoas é o livro curto de Allan e Barbara Pease sobre habilidades sociais, tradução de Easy Peasey: People Skills for Life. A tese: carisma não é dom, é um conjunto de hábitos que se aprende, a começar por fazer o outro se sentir importante. Aqui estão o resumo por temas, as 7 lições principais, as críticas e pra quem o livro serve.
Quem são Allan e Barbara Pease
Allan Pease é um escritor e palestrante australiano, nascido em 1952, especialista em linguagem corporal. Barbara Pease é sua esposa e coautora. Juntos, escreveram alguns dos livros de comportamento mais vendidos do mundo, como Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor? e Desvendando os segredos da linguagem corporal. Segundo a biografia do casal, os livros deles foram traduzidos para 55 idiomas e passaram de 27 milhões de exemplares vendidos, e eles já deram seminários em 70 países.
Como Conquistar as Pessoas é a tradução de Easy Peasey: People Skills for Life, publicado em 2006 pela Pease International, a editora do próprio casal. No Brasil, saiu pela Sextante no mesmo ano, com tradução de Marcia Oliveira e cerca de 120 páginas. Em algumas edições estrangeiras, o mesmo livro circula com o título You Can! People Skills for Life.
A ideia central
A tese do casal Pease é que carisma é uma habilidade adquirida, não um dom de nascença. Aquelas pessoas que entram numa festa cheia de estranhos e saem com amigos novos não nasceram diferentes: elas sabem algumas coisas que os outros não sabem, e fazem essas coisas por hábito.
A segunda ideia, que sustenta o livro inteiro, é que o desejo de se sentir importante e reconhecido é uma das forças mais poderosas do ser humano. Quanto mais importante você faz alguém se sentir, mais positivamente essa pessoa responde a você. Daí saem os conselhos práticos: ouvir mais do que falar, elogiar com sinceridade, falar do assunto que interessa ao outro e agradecer.
O livro também tem uma ideia implícita que vale destacar: habilidade social não é manipulação. Os Pease não ensinam truques pra enganar, e sim atenção genuína organizada em hábitos. A pessoa se sente importante porque você de fato prestou atenção nela, não porque você fingiu.
Resumo capítulo por capítulo
Não consegui verificar os títulos exatos dos capítulos, nem na edição brasileira nem na original, então este é um resumo por temas. A editora descreve o livro como dividido em pequenos capítulos, e os temas abaixo seguem a descrição da Sextante, a contracapa da edição original e o que resenhas de leitores da edição em inglês citam.
O carisma se aprende
O ponto de partida é desmontar a ideia de que algumas pessoas simplesmente nascem simpáticas. Os Pease tratam o carisma como um conjunto de comportamentos observáveis: como a pessoa cumprimenta, olha, escuta, pergunta, elogia e se despede. Se é comportamento, pode ser copiado e treinado. É a mesma premissa de todos os livros do casal: gente parece complicada, mas segue padrões previsíveis. Pra quem trabalha com vendas, essa premissa é libertadora: o vendedor tímido não está condenado. Ele só precisa treinar gestos e perguntas específicas até que virem automáticos.
A natureza humana e a necessidade de se sentir importante
O livro apoia tudo numa leitura simples da natureza humana. As pessoas querem se sentir importantes e apreciadas, e estão mais interessadas nelas mesmas do que em você. Se isso é verdade, a conversa mais agradável pra qualquer pessoa é a conversa sobre ela. O vendedor que entende isso para de falar do produto e começa a falar do cliente. Na prática, é a diferença entre abrir uma reunião com a apresentação da empresa e abrir com uma pergunta sobre o negócio do cliente. O livro não usa esse exemplo, mas a lógica é a mesma.
Elogios e reconhecimento
Um dos temas centrais é elogiar bem. O livro defende o elogio sincero e específico, que mostra que você prestou atenção, e não a bajulação genérica. Junto vem o agradecimento: dizer obrigado de forma clara e pessoal é uma das formas mais baratas de fazer alguém se sentir valorizado. É o mesmo princípio que Dale Carnegie defendeu décadas antes, em versão mais curta. A diferença entre elogio e bajulação, segundo essa lógica, está no detalhe: "gostei da apresentação" é genérico; apontar o trecho que convenceu mostra atenção real.
Saber ouvir e fazer perguntas
A descrição da editora coloca saber ouvir entre as atitudes fundamentais. O livro trata da escuta ativa, de como fazer perguntas que levem o outro a falar e de como mostrar que você está acompanhando. Resenhas da edição original citam também diferenças entre homens e mulheres na forma de conversar e de ouvir, tema recorrente do casal desde Why Men Don't Listen and Women Can't Read Maps, de 1999.
Primeira impressão, nomes e conversa
Outro bloco trata do primeiro encontro: como começar uma conversa com um estranho, como lembrar o nome das pessoas e como causar e manter uma boa primeira impressão. A editora destaca que o objetivo é ganhar a simpatia das pessoas logo no primeiro encontro, o que faz desse o trecho mais útil pra prospecção, eventos e networking. Lembrar o nome, em especial, é um dos conselhos mais simples e mais ignorados. Em reunião com vários participantes, usar o nome de cada um muda o clima da conversa.
Linguagem corporal e posição
Sendo os Pease especialistas em linguagem corporal, o livro não poderia deixar esse tema de fora. Resenhas da edição original citam dicas sobre sinais não verbais e até sobre a posição em que sentar numa conversa. É uma versão resumida do que eles desenvolvem em Desvendando os segredos da linguagem corporal.
Críticas, persuasão e situações profissionais
Por fim, o livro leva as mesmas ideias pra situações de trabalho: como lidar com críticas, como concordar antes de discordar, como persuadir sem confronto e como se sair bem em apresentações. É a parte mais próxima da rotina de quem vende, lidera ou apresenta.
As 7 principais lições
- Carisma é hábito. O que parece talento natural é comportamento que se aprende.
- Todo mundo quer se sentir importante. Quem atende essa necessidade ganha a boa vontade do outro.
- O assunto preferido de qualquer pessoa é ela mesma. Pergunte sobre o outro antes de falar de você.
- Elogio bom é específico e sincero. Genérico soa como bajulação.
- Ouvir é uma habilidade ativa. Mostrar que você está acompanhando vale tanto quanto ouvir.
- A primeira impressão se prepara. Cumprimento, nome e postura contam antes da primeira frase.
- Agradecer é influência barata. Um obrigado claro e pessoal faz o outro querer ajudar de novo.
Críticas e limitações do livro
A primeira crítica é de originalidade. Quase tudo o que o livro ensina está em Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, publicado por Dale Carnegie em 1936: fazer o outro se sentir importante, falar do interesse dele, elogiar com sinceridade, lembrar nomes. Os Pease atualizam os exemplos e o humor, mas o esqueleto é o mesmo.
A segunda é de profundidade. Com cerca de 120 páginas e capítulos curtos, o livro é uma coleção de dicas, não um método. Ele diz o que fazer, mas raramente explica por que funciona com base em pesquisa sólida. Algumas generalizações, principalmente sobre diferenças entre homens e mulheres, são a marca registrada do casal e simplificam demais um assunto complexo.
A terceira é de envelhecimento. O livro é de 2006, anterior às redes sociais e ao trabalho remoto. Os princípios de relacionamento continuam válidos, mas vários exemplos pressupõem conversa presencial, e parte do humor soa datada.
Há ainda uma questão prática: o livro não aparece mais no catálogo atual do site da Sextante, e boa parte das ofertas nas grandes lojas é de exemplares usados ou de estoque antigo. Não é difícil de achar, mas vale conferir o estado do exemplar antes de comprar.
Pra quem é e pra quem não é
Pra quem é: quem se sente travado em situações sociais, quem está começando em vendas ou atendimento, quem vai a eventos e quer aproveitar melhor o networking. É um livro pra ler numa tarde e voltar às dicas antes de uma situação importante.
Também funciona pra gestores que querem dar ao time um material curto e acessível sobre relacionamento com cliente. Pela linguagem simples, é um livro que o vendedor júnior lê de fato, o que nem sempre acontece com clássicos mais longos.
Pra quem não é: quem já leu Carnegie ou outros livros de relações humanas, porque o ganho será pequeno. Também não é pra quem procura base científica ou técnica de negociação. Pra linguagem corporal com mais profundidade, a resenha de A Linguagem do Corpo é um caminho melhor.
Vale a pena ler?
Vale como introdução rápida e bem-humorada às habilidades sociais. É curto, leve, fácil de aplicar, e o custo é baixo. O casal Pease escreve pra ser entendido por qualquer pessoa, e isso é mérito.
O limite é que ele não vai além do básico. Eu indicaria pra quem nunca leu nada do tipo ou pra quem quer um lembrete rápido do essencial antes de uma fase de muita prospecção. Quem quer profundidade deve ir direto pro Carnegie ou pros livros de linguagem corporal do próprio casal.
Uma forma de tirar mais proveito é transformar cada tema num exercício de uma semana: uma semana focando em lembrar nomes, outra em fazer perguntas sobre o outro, outra em elogiar com precisão. O livro é curto justamente pra isso: ler rápido e praticar devagar.
Minha nota: 4 de 5 pra quem quer causar boa primeira impressão e se relacionar melhor, rápido.
Como Conquistar as Pessoas, edição Sextante
Quem quer causar boa primeira impressão: este é o livro.
Comprar o livroLink de parceiro: eu ganho uma comissão e você paga o mesmo.Perguntas frequentes
Qual o resumo de Como Conquistar as Pessoas?
Allan e Barbara Pease defendem que o carisma é uma habilidade que se aprende. O livro reúne dicas curtas pra ganhar a simpatia das pessoas desde o primeiro encontro, com base em três atitudes: saber ouvir, elogiar com sinceridade e fazer o outro se sentir importante.
Quem são Allan e Barbara Pease?
Allan e Barbara Pease são um casal de escritores e palestrantes australianos, especialistas em relacionamento e linguagem corporal. São autores de livros como Desvendando os segredos da linguagem corporal e Por que os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor?.
Qual o título original de Como Conquistar as Pessoas?
O título original é Easy Peasey: People Skills for Life, publicado em 2006 pela Pease International. A edição brasileira é da Sextante, com tradução de Marcia Oliveira.
Como Conquistar as Pessoas tem em PDF para download?
A versão legal é o livro físico vendido nas lojas oficiais. O PDF gratuito para download costuma ser cópia sem autorização da editora.
Como Conquistar as Pessoas vale a pena?
Vale como introdução rápida às habilidades sociais, pra quem nunca leu sobre o tema. Quem já leu Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas vai encontrar poucas ideias novas.
Como Conquistar as Pessoas serve para vendas?
Serve pra parte relacional da venda: primeira impressão, rapport, escuta e elogio. Não ensina processo de vendas, qualificação ou negociação, então funciona melhor como complemento de um livro técnico.
Quantas páginas tem Como Conquistar as Pessoas?
A edição brasileira da Sextante tem cerca de 120 páginas, divididas em capítulos curtos. Dá pra ler em uma ou duas tardes.
Como Conquistar as Pessoas serve para relacionamentos amorosos?
O livro fala de relacionamentos em geral, com foco em amizades, trabalho e primeiros encontros sociais. Não é um livro de conquista amorosa, embora as dicas de escuta, elogio e primeira impressão valham em qualquer relação.
Quais outros livros Allan e Barbara Pease escreveram?
Entre os mais conhecidos estão Why Men Don't Listen and Women Can't Read Maps (1999), Why Men Can Only Do One Thing at a Time and Women Never Stop Talking (2003) e o livro de linguagem corporal publicado no Brasil como Desvendando os segredos da linguagem corporal. Segundo a biografia do casal, são 18 best-sellers no total.
Como Conquistar as Pessoas ainda é vendido?
Sim, mas é um livro de 2006 que já não aparece no catálogo atual do site da Sextante. Ele ainda é encontrado em marketplaces e sebos, muitas vezes em exemplares usados.
Qual a diferença entre Como Conquistar as Pessoas e Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas?
Os dois defendem as mesmas ideias centrais, como fazer o outro se sentir importante e falar do interesse dele. O livro de Dale Carnegie é mais longo e completo; o dos Pease é mais curto, mais recente e mais bem-humorado.
Fontes
Ver as 6 fontes
- Pease, Allan; Pease, Barbara. Easy Peasey: People Skills for Life. Pease International, 2006. Página do livro no site dos autores e Google Livros
- Pease, Allan; Pease, Barbara. Como Conquistar as Pessoas. Tradução de Marcia Oliveira. Rio de Janeiro: Sextante, 2006. Ficha técnica na Travessa
- Sinopse da editora: Biblioteca Sesc
- Sumário: não verificado.
- Allan Pease, biografia e obras: Wikipedia
- Site dos autores: peaseinternational.com