Própolis vermelho e marrom: a diferença para o verde

- Volume
- 20 ml, frasco conta-gotas
- Concentração
- 11% de sólidos de própolis
- Origem
- Própolis vermelho de Dalbergia ecastophyllum, planta de manguezal
- Base
- Álcool de cereais
- Uso na loja
- Adultos: 30 gotas diluídas em água, chá ou outra bebida
- Aditivos
- Sem conservantes, corantes ou aditivos, segundo a Ultramel
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Sou afiliado da Ultramel. Se você comprar pelo meu link ou com o cupom JB, eu ganho uma comissão e você não paga nada a mais por isso.A diferença entre própolis vermelho, marrom e verde está na planta de onde as abelhas tiram a resina. O vermelho vem de uma leguminosa do mangue do Nordeste e tem isoflavonas que os outros não têm; o marrom é o mais comum e mistura resinas de várias plantas; o verde vem do alecrim-do-campo. Em pessoas, quase não há estudo comparando os três, então nenhum é comprovadamente melhor. Com o cupom JB, 5% off no site da Ultramel.
A resposta curta
A diferença entre própolis vermelho, marrom e verde é a planta. As abelhas fazem própolis com a resina que coletam em volta da colmeia, e cada planta deixa uma cor, um cheiro e um conjunto de compostos diferente. O vermelho vem de uma leguminosa do mangue do Nordeste. O marrom é o mais comum e mistura resinas de várias plantas. O verde vem do alecrim-do-campo.
Qual é melhor? Ninguém sabe. Quase não existe estudo em pessoas comparando os três, e a maior parte do que se fala sobre o vermelho vem de laboratório. Escolha pelo rótulo, pela origem e pela concentração, não pela cor da moda.
Sou afiliado da Ultramel, que vende os três tipos. Não uso o vermelho nem o marrom, então aqui não tem opinião minha sobre eles. O que eu uso é o verde 27%, e escrevi sobre ele na página da própolis verde.
De onde vem cada própolis
Própolis é a resina que as abelhas coletam de brotos, cascas e frutos, misturam com cera e usam pra vedar e proteger a colmeia. O Brasil tem tanta flora que os pesquisadores chegaram a separar a própolis brasileira em 12 grupos pela composição química, conforme a região e a planta de origem (Park, 2002). Depois apareceu um tipo novo, o vermelho (Silva, 2008). No dia a dia, o mercado resume tudo em três cores.
Própolis vermelho
Vem principalmente da Dalbergia ecastophyllum, um arbusto conhecido como rabo-de-bugio, que cresce em mangues e beira de rio no litoral do Nordeste. Pesquisadores coletaram amostras em cinco estados nordestinos e viram as abelhas raspando uma resina vermelha nessa planta (Daugsch, 2008).
O que o vermelho tem de diferente é a química. Ele é rico em isoflavonoides, como a medicarpina, compostos que não apareciam nos outros tipos de própolis brasileira (Silva, 2008; Alencar, 2007). Desde 2012, a própolis vermelha dos Manguezais de Alagoas tem registro de Denominação de Origem no INPI, o mesmo tipo de reconhecimento que protege nomes de vinho e queijo de uma região (INPI, 2012).
A Ultramel não diz de que estado vem o seu própolis vermelho. Diz só que é de Dalbergia ecastophyllum, planta de manguezal do Nordeste.
Própolis marrom
É o tipo mais tradicional e o segundo mais produzido no Brasil (Ribeiro, 2023). Não tem uma planta só: as abelhas juntam resina do que estiver por perto. A Ultramel cita eucalipto, pinheiro e outras plantas da flora brasileira. No Sul, parte da própolis vem de álamo, a mesma árvore de origem da própolis europeia (Park, 2002).
Isso tem um lado bom e um lado ruim. O lado bom: é a própolis mais estudada do mundo, porque a europeia é desse estilo. O lado ruim: como a planta muda de região pra região, a composição muda junto, e ainda falta método padronizado pra controlar a qualidade do marrom brasileiro (Ribeiro, 2023).
Própolis verde
Vem do alecrim-do-campo, Baccharis dracunculifolia, um arbusto do Sudeste. O composto que mais aparece nos estudos é a artepilina C. Eu explico o verde em detalhe na página da própolis verde, então aqui fica só a comparação.
Os três lado a lado
| Vermelho | Marrom | Verde | |
|---|---|---|---|
| Planta principal | Dalbergia ecastophyllum (rabo-de-bugio) | Várias: eucalipto, pinheiro, álamo e outras | Baccharis dracunculifolia (alecrim-do-campo) |
| Onde | Mangues do Nordeste | Brasil todo | Sudeste |
| Compostos que se destacam | Isoflavonoides, como a medicarpina | Variam com a região | Artepilina C |
| Composição | Mais estável, uma planta só | Muda bastante entre lotes e regiões | Mais estável, uma planta só |
| Estudos em pessoas | Muito poucos | O tipo europeu tem alguns ensaios | Poucos, alguns com extrato padronizado |
O que a ciência diz sobre própolis vermelho e marrom
Própolis vermelho: muito laboratório, pouca gente. Em testes de bancada, o extrato de própolis vermelha mostrou ação contra bactérias como Staphylococcus aureus e Streptococcus mutans (a bactéria da cárie), ação antioxidante e efeito contra células de tumor em cultura (Alencar, 2007). Isso é o que aparece nas propagandas de "benefícios do própolis vermelho". Mas é célula em placa, não pessoa.
Os estudos em humanos que achei são de boca. Num ensaio duplo-cego com 42 pacientes de aparelho ortodôntico, um creme dental com própolis vermelha reduziu os lactobacilos na saliva em 4 semanas, na comparação com um creme dental comum (Lotif, 2022). É um estudo pequeno, sobre um creme dental, e não diz nada sobre pingar própolis vermelho na água todo dia.
Própolis marrom: a melhor evidência vem da Europa. A própolis de álamo, que é do estilo marrom, tem alguns ensaios em pessoas. Num estudo italiano com 122 adultos com dor de garganta e sintomas leves de infecção das vias aéreas, um spray oral de própolis padronizado fez os sintomas sumirem em 3 dias em 83% de quem usou, contra 28% no placebo. No quinto dia, todo mundo estava bem nos dois grupos (Esposito, 2021). Ou seja: o spray encurtou a melhora em uns 2 dias, numa infecção que passa sozinha.
Também existe um creme labial com 0,5% de um extrato de própolis europeia que, em 397 pessoas com herpes labial, fechou as feridas em 3 dias contra 4 dias com aciclovir (Jautová, 2019). E uma meta-análise com 5 ensaios e 209 pacientes de câncer achou menos mucosite grave na boca com bochecho de própolis (Kuo, 2018).
Repare no padrão: spray, creme labial, bochecho. Os resultados mais firmes da própolis são de uso local, na boca e na pele, com produtos padronizados. Não são do extrato em gotas tomado todo dia, e não são do marrom brasileiro especificamente.
Um cuidado honesto: quando um rótulo ou um vídeo diz que o própolis vermelho é "o mais potente", ele está falando de laboratório. Não encontrei nenhum ensaio em pessoas comparando vermelho, marrom e verde lado a lado. Própolis é um alimento com compostos interessantes, não um remédio, e não substitui orientação médica.
Como escolher entre vermelho, marrom e verde
1. Origem botânica no rótulo. Própolis vermelho sério diz Dalbergia ecastophyllum. Verde diz Baccharis dracunculifolia. Marrom normalmente não tem uma planta só, e tudo bem, mas a marca deveria dizer de onde vem a resina.
2. Concentração. O número em porcentagem é o extrato seco, quanto de própolis está dissolvido no líquido. A norma do Ministério da Agricultura exige no mínimo 11% (MAPA, IN 3/2001). Por isso o vermelho 11% está no piso, e o marrom 30% tem quase três vezes mais própolis por gota. Expliquei essa conta em detalhe na página de extrato de própolis.
3. Base. Os vermelhos e marrons da Ultramel são todos em álcool de cereais. Se você precisa de própolis sem álcool, hoje a opção da loja é o verde base água.
4. Gosto. É pessoal. A Ultramel descreve o vermelho como de sabor marcante e resinoso. Todo extrato de própolis é amargo e picante em algum grau, a própria norma descreve o sabor assim (MAPA, IN 3/2001).
As versões vermelho e marrom da Ultramel
| Versão | Concentração | Volume | Pra quem faz sentido |
|---|---|---|---|
| Própolis Vermelho 11% | 11% | 20 ml | Quem quer experimentar o tipo vermelho |
| Própolis Marrom 30% | 30% | 30 ml | Quem quer o extrato mais concentrado da loja |
| Própolis Marrom 13% | 13% | 30 ml | Quem quer o marrom mais leve |
| Própolis Marrom 12% Orgânico | 12% | 30 ml | Quem prioriza matéria-prima orgânica |
| Kit de Própolis | Marrom 30%, verde 27%, vermelho 11% | 30 + 30 + 20 ml | Quem quer provar os três e decidir pelo gosto |
Todos são base álcool de cereais e, segundo a Ultramel, sem conservantes, corantes ou aditivos.
Se a dúvida é só "qual cor", o kit é o jeito mais simples de resolver. Você prova os três e fica com o que consegue tomar com constância.
Como usar
A orientação da Ultramel é a mesma pros três tipos: agite antes de usar e, para adultos, dilua 30 gotas em água, chá ou outra bebida. Para crianças, só com orientação de profissional de saúde.
O que vale pra qualquer cor:
- Sempre dilua. Extrato alcoólico puro arde na boca.
- Comece com menos gotas na primeira vez, pra ver se você tem alguma reação.
- Não troque o remédio por própolis. Dor de garganta com febre alta, que não melhora ou que volta, pede consulta.
- Guarde em lugar seco, fresco e longe da luz, como pede a loja.
Se você pinga a própolis num chá com mel, eu escrevi sobre os méis que eu uso: o Mel Cru Cremoso Branco e o Dourado.
Quem não deve usar própolis vermelho ou marrom
Os cuidados são os mesmos de qualquer própolis, independente da cor:
- Quem tem alergia a produtos de abelha. Própolis é um alérgeno de contato conhecido, com casos de dermatite e outras reações (de Groot, 2013). Quem já reagiu a mel, pólen, cera ou picada de abelha deve falar com o médico antes.
- Quem tem asma. A recomendação de referência é evitar, porque compostos da própolis podem piorar a asma (Natural Medicines, via RxList).
- Gestantes e lactantes. Não há dados de segurança suficientes, e todos esses extratos têm álcool.
- Crianças. Os vermelhos e marrons da Ultramel são todos alcoólicos. Em criança, só com o pediatra.
- Quem não pode álcool. Fígado, recuperação do álcool, remédio que não combina com álcool: fique com uma versão base água.
- Quem usa anticoagulante ou vai operar. A própolis pode deixar a coagulação mais lenta, e a orientação é parar 2 semanas antes de cirurgia (Natural Medicines, via RxList).
Onde comprar própolis vermelho e marrom
Cupom JB: 5% off em qualquer produto, digitando no checkout.
O cupom JB dá 5% off em qualquer produto do site da Ultramel.
Própolis Vermelho 11% Base Álcool de Cereais 20ml
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Sou afiliado da Ultramel. Se você comprar pelo meu link ou com o cupom JB, eu ganho uma comissão e você não paga nada a mais por isso.Perguntas frequentes
Qual a diferença entre própolis verde, vermelho e marrom?
A planta de origem. O verde vem do alecrim-do-campo, o vermelho de uma leguminosa de mangue do Nordeste e o marrom de resinas de várias plantas. Cada um tem compostos diferentes, mas não há estudo em pessoas mostrando que um funciona melhor que o outro.
Própolis vermelho serve pra quê?
Em laboratório, mostrou ação antioxidante e contra bactérias. Em pessoas, os poucos estudos são de uso na boca, como creme dental. Pro extrato em gotas, não há evidência de benefício para a saúde em pessoas.
Qual própolis é melhor, verde ou vermelho?
Não dá pra dizer. São composições diferentes e nenhum estudo em pessoas comparou os dois. Escolha pela origem no rótulo, pela concentração e pelo gosto que você aguenta tomar.
Própolis marrom é mais fraco que o verde?
Não necessariamente. Força depende da concentração, não da cor. Um marrom 30% tem mais própolis por gota que um verde 12%.
Própolis marrom serve pra quê?
A própolis europeia, do estilo marrom, tem alguns estudos em spray pra garganta, creme labial e bochecho. O marrom brasileiro varia muito de região pra região e tem menos estudos próprios.
Existe própolis vermelho sem álcool?
Existe no mercado, mas na Ultramel o vermelho é só em álcool de cereais. A opção sem álcool da loja é o Própolis Verde 11% Base Água.
Como tomar própolis vermelho?
A Ultramel orienta 30 gotas diluídas em água, chá ou outra bebida, para adultos, depois de agitar o frasco. Em criança, só com orientação do pediatra.
Própolis vermelho pode tomar todo dia?
A Ultramel orienta o uso diário de 30 gotas diluídas para adultos. Não há estudo longo de segurança com o vermelho, então quem tem alergia, asma, está grávida ou usa anticoagulante deve falar com o médico antes.
Fontes
Ver as 18 fontes
- Ultramel. Própolis Vermelho 11% Base Álcool de Cereais 20ml: descrição, modo de uso e perguntas frequentes. https://www.ultramel.com.br/propolis-vermelho-exotico-11-base-alcool-cereais-20ml
- Ultramel. Própolis Marrom 30% Base Álcool de Cereais 30ml. https://www.ultramel.com.br/propolis-marrom-30-base-alcool-de-cereais-30ml
- Ultramel. Própolis Marrom 13% Base Álcool de Cereais 30ml. https://www.ultramel.com.br/propolis-marrom-13-base-alcool-de-cereais-30ml
- Ultramel. Própolis Marrom 12% Orgânico Base Álcool de Cereais 30ml. https://www.ultramel.com.br/propolis-marrom-12-base-alcool-de-cereais-organico-30ml
- Ultramel. Kit de Própolis. https://www.ultramel.com.br/kit-de-propolis
- MAPA. Instrução Normativa nº 3, de 19 de janeiro de 2001, Anexo VII: regulamento técnico de identidade e qualidade de extrato de própolis. https://vigilanciasanitaria.prefeitura.rio/wp-content/uploads/sites/84/2023/05/IN-03_2001-Apitoxina-Cera-de-Abelha-Geleia-Real-Geleia-Real-Liofilizada-Polen-Apicola-Propolis-e-Extrato-de-Propolis-1.pdf
- Park YK et al. Botanical origin and chemical composition of Brazilian propolis. J Agric Food Chem, 2002. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/11958612/
- Silva BB et al. Chemical composition and botanical origin of red propolis, a new type of Brazilian propolis. Evid Based Complement Alternat Med, 2008. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18830449/
- Daugsch A et al. Brazilian red propolis: chemical composition and botanical origin. Evid Based Complement Alternat Med, 2008. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18955226/
- Alencar SM et al. Chemical composition and biological activity of a new type of Brazilian propolis: red propolis. J Ethnopharmacol, 2007. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17656055/
- Ribeiro VP et al. Brazilian brown propolis: an overview about its chemical composition, botanical sources, quality control, and pharmacological properties. Rev Bras Farmacogn, 2023. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36908300/
- Lotif MAL et al. A double-blind randomized clinical trial of Brazilian red propolis dentifrice efficacy in orthodontic patients. J Oral Sci, 2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34955484/
- Esposito C et al. A standardized polyphenol mixture extracted from poplar-type propolis for remission of symptoms of uncomplicated upper respiratory tract infection: a randomized, double-blind, placebo-controlled clinical trial. Phytomedicine, 2021. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33091857/
- Jautová J et al. Lip creams with propolis special extract GH 2002 0.5% versus aciclovir 5.0% for herpes labialis: randomized, controlled double-blind study. Wien Med Wochenschr, 2019. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30406509/
- Kuo CC et al. Meta-analysis of randomized controlled trials of the efficacy of propolis mouthwash in cancer therapy-induced oral mucositis. Support Care Cancer, 2018. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30022350/
- de Groot AC. Propolis: a review of properties, applications, chemical composition, contact allergy, and other adverse effects. Dermatitis, 2013. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24201459/
- Natural Medicines, via RxList. Propolis: uses, side effects, interactions. https://www.rxlist.com/propolis/supplements.htm
- INPI. Revista da Propriedade Industrial, seção de Indicações Geográficas: Manguezais de Alagoas, própolis vermelha e extrato de própolis vermelha, Denominação de Origem, registro de 17/07/2012. https://revistas.inpi.gov.br/pdf/Indicacoes_Geograficas2895.pdf